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Oct 23, 2013 | Post by: admin Comments Off

A completar 2 anos de vida

Uma galeria de arte contemporânea deixou de ser um espaço fechado em quatro paredes. Os autores, os criadores, dão forma a novas representações que só fazem sentido quando partilhados e vivenciadas pelo público. Partindo de um exercício profundamente interno é no exterior que as peças ganham e conquistam a sua vida, o seu espaço.

O valor de uma obra vive para além dos valores do mercado. O seu valor resulta obviamente da nossa percepção e da percepção que nos é dada. Trata-se de um conjunto de ponderações e variáveis nem sempre claras, nem sempre óbvias.

O peso que lhe damos tanto pode resultar de uma mera versão economicista, reduzindo o seu carácter a um objecto de troca; como ser apenas fruto de indução externa, moda passageira, retirando-nos do nosso papel crítico, autónomo e sensível. Mas o peso que lhe damos também pode ser orientado pela nosso olhar aberto, por uma visão ampla de mundo, pela sensibilidade e afectos que criamos e gerimos, como pela empatia de nos aproximarmos e convivermos com o reflexo criativo de personalidades capazes de formar uma linguagem própria que nos interpela, comove e identifica.

O papel de galerista é o de um fio de prumo, capaz de avançar com escolhas que resultem da ponderação de todas estas variáveis. É um atributo necessariamente exigente e delicado. Estar por detrás da obra significa estar por detrás do autor, conviver com as suas idiossincrasias e mediar a sua relação com o mundo.

A parceria com a Vieira de Almeida & Associados tem nos dado esta oportunidade. Para os autores e galeria trata-se de uma possibilidade de partilhar e dar uma nova vida aos actos criativos. Esperamos atingir o vosso olhar.

Miguel Justino Alves, art director

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