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Inês Norton

Assente em diferentes formas e meios de expressão em que o estatuto da matéria no seu estado mais primário/cru é privilegiado, bem como a repetição, usada como metáfora portadora de diferentes mensagens e significados, o corpo de trabalho de Ines Norton visa encorporar neste contexto, diálogos entre o espectador e as suas obras, num discurso de organicidade e fluidez, cujo denominador comum, remete para o conceito primordial de casa, abrigo, ninho, no seu sentido mais lato.

Tomando como ponto de partida, a permissa “We can´t see the trees, because we are lost in the forest.” – Norbert Elias, in The Society of Individuals, a artista debate-se com a relação do individual versus colectivo, tema pouco claro no momento contemporâneo. Usando a sociedade actual como charneira, rebate o seu foco no universo orgânico das formas da natureza e nos seus padrões de verticalidade e repetição, apontando para a necessidade da criação de espaços de abrigo/ninho para o encontro do individuo, no antagónico espaço de imensidão da floresta que simboliza o colectivo.

Desvelado em diferentes suportes em que a bidimensionalidade alterna com a tridimensionalidade e a questão sensorial revela a sua importância, a linguagem de Inês Norton assume distintos formatos, enfatizando o apelo ao enraizamento e à conexão.




Obras de Inês Norton em acervo.

Inês Norton | Lectures sous un arbre | Colagem sobre livros sobre cartão | 30 x 113 cm | 2012

Inês Norton | Lectures sous un arbre | Colagem sobre livros sobre cartão | 30 x 113 cm | 2012

Inês Norton | Ai se eu pudesse trincar a terra toda | Collage em técnica mista | 79 x 149 cm | 2013

Inês Norton | Ai se eu pudesse trincar a terra toda | Collage em técnica mista | 79 x 149 cm | 2013

Inês Norton | Lectures sous un arbre | Colagem sobre livros sobre cartão | 30 x 113 cm | 2012 thumbnailInês Norton | Ai se eu pudesse trincar a terra toda | Collage em técnica mista | 79 x 149 cm | 2013 thumbnail

Inês Norton nasceu em Lisboa em 1982. Dos três aos 10 anos, frequentou a Escola Primária Beiral, inserida no parque de Monsanto em Lisboa, base fundamental, segundo a artista, para despertar a sua sensibilidade e ter optado enveredar pelas artes plásticas.

“ No Beiral fomentam desde muito cedo a ligação com a natureza e com nosso lado criativo. Somos desde muito pequenos incentivados desenvolver o sentido de plasticidade e de o pôr em prática através do acesso a diferentes meios de expressão (pintura, moldagem de barro, música..). Tenho a plena noção que essa base foi fundamental para ser o que sou hoje”. (Inês Norton)

Vários anos mais tarde, em 2005, Formou-se em Design de Comunicação no IADE, terminando o curso no âmbito de um programa de intercâmbio na cidade do Rio de Janeiro na Universidade Pontífice Católica – PUC. Após concluir a licenciatura, Inês trabalhou como designer numa agência de comunicação em Lisboa, mas cedo percebeu que não era esse o seu destino.

“Apesar de ter um lado muito complementar, desde cedo que o Design se tornou de alguma forma condicionante no meu processo criativo. Preciso de pôr as mãos no material, sujar, moldar, o que através de um monitor de computador não é tarefa fácil.”(Inês Norton)

Frequentou um ano de formação de pintura na Escola AR.CO em Lisboa (Centro de Arte e Comunicação Visual), acabando por optar seguir para Londres onde concluiu o “Foundation Course” em Artes Plásticas na Slade School of Fine Arts no ano de 2007 , trabalhando em paralelo, como assistente de curadora no projecto internacional “Deutsche Borse Prize 2007” na “The Photographer´s Gallery”. Entre 2010 e inicio 2012, viveu na cidade de Luanda, Angola, onde deu aulas de expressão plástica a crianças no âmbito de um projecto de uma Associação de Apoio ao Desenvolvimento (ADPP) e participou com um projecto na Trienal de Luanda – Geografias Emocionais, Arte e Afectos.

“Desde sempre que tive uma forte ligação com África. Fascina-me a plasticidade, cor e texturas de um Continente tão forte e criativo.” (Inês Norton)

Em 2012, Inês concluiu o programa de Estudos Independente na Maumaus, Escola de Artes Visuais, em Lisboa, cidade onde vive e trabalha actualmente como artista plástica. Recentemente abriu as portas do Espaço Boavista 73, em Lisboa, que pretende dinamizar com ateliers e espaço expositivo, estando aberta a propostas em várias áreas artísticas.

“O Boavista 73 propõe-se a contribuir para colmatar a falta de espaços para expor em Lisboa, fora do circuito das galerias. Pretende ser um espaço dinâmico com um programa cultural apelativo, movido não só pelos artistas residentes, mas aberto a propostas em diferentes áreas criativas.” (Inês Norton)

Na vida de Inês, as viagens têm sido uma constante, de onde para alem da experiência pessoal, absorve ideias, “inputs” que posteriormente se reflectem no seu processo criativo.

“Sem dúvida que as viagens que faço, são uma grande influencia para o meu trabalho. Interessame o contacto com o “desconhecido”, o diferente, interessam-me outras culturas e perspectivas e interessa-me no regresso a casa, deixar fluir o que de novo me trazem essas experiências e de que forma se reflectem no meu processo criativo”.

Formação
2004 | Curso de escultura no AR.CO, Centro de Arte e Comunicação Visual, Lisboa
2005 | Licenciatura em Design Comunicação – IADE, Lisboa
2006 | Curso de Pintura no AR.CO, Centro de Arte e Comunicação Visual, Lisboa
2007 | Foundation Course na Slade School of Fine Arts, Londres
2011-2012 | Programa de Estudos Independente na Escola de Artes Visuais Maumaus, Lisboa

Exposições Individuais
2012 | “Trees can hear you, if you talk to them”, Boavista 73, Lisboa
2010 | “ Zoom in, Zoom Out”, LxFactory, Lisboa
2006 | “Fragmentos”, Hibiscus Galery, Lisboa
2004 | “ Overlapings”, Chiado, Lisboa
2003 | “ArtAtack”, Chiado, Lisboa

Exposições Colectivas
2011 | Sala Branca, Leilões de Arte, Lisboa
2010 | Trienal de Luanda, Angola
2008 | “Mirror, Mirror”, parte do grupo Art-in-Park, Lisboa
2008 | Palácio Correio Velho, Lisboa
2007 | Exposição final da Slade school of Fine Arts


- Hotel Oitavos, Cascais

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