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Joana Astolfi

O inútil é, muitas vezes, o meu ponto de partida. Objectos esquecidos, escondidos, obsoletos, abandonados, arrumados para canto. Tento ver para alem do pó, da decadência e muitas vezes, da ausência de beleza. Às vezes, quando passeio pela Feira da Ladra, olho para as coisas em bruto e penso ‘É tão mau que é bom’. Procuro descobrir o potencial que existe nelas. Potencial = capacidade de transformação. Esta transformação parte da história desse objecto, da sua verdade intrínseca. A minha história parte sempre dessa verdade e, muitas vezes, manifesta-se através de um simples ‘click’, um twist conceptual.

Joana Astolfi

Quando era pequena coleccionava miniaturas e fotografias antigas, inventava as histórias das personagens das fotografias. O meu brinquedo preferido era o viewmaster, passava horas a viajar naquele caleidoscópio de imagens. Gostava de pintar por cima de quadros antigos, de escrever cartas de amor à máquina e de construir maquetes com miniaturas. Preferia brinquedos em segunda mão. Hoje continuo a ser uma ‘collector’ e uma voyeur, colecciono gavetas e portas antigas, cadeiras e candeeiros vintage, diários de pessoas que não conheço. Tenho uma relação muito próxima com os objectos, preciso deles perto de mim. Gosto de passear pelas lojas da Baixa, a gosto de padarias, marcenarias, lojas de carimbos, drogarias que vendem tudo, gosto de cabeleireiros antigos e de douradores, de me sentar ao balcão e ouvir as histórias que os mais velhos têm para contar. Gosto de olhar para as coisas através de uma lupa.

Joana Astolfi




Obras de Joana Astolfi em acervo.

Joana Astolfi

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Joana Astolfi (Lisboa, 1975), arquitecta e artista plástica, formou-se em Arquitectura pela University of Wales e actualmente dedica-se às artes plásticas e à curadoria. Astolfi encontra o seu caminho cruzando a arquitectura, o design e a arte. Viveu doze anos fora de Portugal, entre Londres, Munique, Los Angeles e Veneza, onde integrou a equipa da FABRICA (Centro de Pesquisa Criativa da Benetton). Astolfi trabalha a partir de objectos e imagens que já têm uma história e uma verdade própria e transforma-os, através de um ‘twist’ conceptual, em ‘objets d’art’. Ressuscita objectos ‘doentes’ e obsoletos, dando-lhes nova vida e novo uso. As suas peças são únicas e exclusivas. Nos objectos em que intervém, procura criar tensão entre o ‘antes’ e o ‘depois’, evidenciando esse intervalo. Astolfi gosta de celebrar o erro. Interessa-lhe o humor que surge através do inesperado e das imperfeições. É responsável pelo lançamento do tema e pela curadoria da exposição A Beleza do Erro / The Beauty of the Mistake que reuniu mais de trinta artistas de renome, nacionais e internacionais, no LX Factory em Lisboa. Astolfi dedica-se igualmente à criação de instalações (A Conversa Ainda Não Chegou à Cozinha no restaurante ‘Cantinho do Avillez’; Ser Inteiro no restaurante ‘Belcanto’’; These Shoes Were Made for Walking no ‘Village Undergound Lisboa’; Most Things Relate When You Put Them in a Circle no âmbito da Experimenta Design 2011), entre outras. Em 2012, Joana é convidada para fazer uma exposição a solo na Irlanda – Don’t Look Back Unless it’s a Good View, apresentando uma colecção de peças inéditas com ‘click’ conceptual. Em 2013, Astolfi é convidada pela Câmara Municipal de Viseu para criar intervenções artísticas em 15 lojas da Rua Direita de Viseu. Neste mesmo ano projecta o ‘PARK’, um restaurante bar com um jardim suspenso no Chiado e realiza uma exposição individual, ‘Six Impossible Things Before Breakfast’, na galeria Chiado Underscore em Lisboa.

. Habitar Portugal, 2009
. Exposição no restaurante Cantinho do Avillez em Lisboa
. Bienal de Design de Lisboa
. Exposição no restaurante Belcanto, Lisboa
. Exposição Village Undergound Lisboa
. Most Things Relate When You Put Them in a Circle, Experimenta Design, 2011
. Don’t Look Back Unless it’s a Good View, Irlanda, exposição individual

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