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Vítor Pomar

A minha ideia de processo criativo é que é a própria essência do presente, que não apreendemos, de que não temos consciência.

E então o que acontece em arte, e na pintura?

É um mero reflexo, um muito ligeiro e vago reflexo desta intensidade do presente, da mente, da mente expandida. Portanto isto vai contra muito do que se diz sobre a arte. Por exemplo, a noção de que temos de ter uma relação com a história da arte, e que não podemos fazer nada novo.

Novo?

O momento presente, a experiência, É novo. É novo a todo o momento. Sessenta vezes um segundo, um instante! Claro que estamos demasiado fracos, demasiado poluídos, e por isso não podemos entrar em contacto com isso muito facilmente. Mas é isso que há a fazer, que é uma coisa a desenvolver.

in Conversa com Hans Ulrich Obrist, realizada a 10 de Dezembro de 2010 para o catálogo da exposição “Nada para fazer nem sítio aonde ir”, CAM, Fundação Calouste Gulbenkian, 2011

Em 1983 tive ocasião de entrevistar um monge beneditino, Brother David (gratefulness.org) que considero ser o primeiro grande mestre que conheci pessoalmente.

Perguntei-lhe: a pintura pode ser como uma oração?

Ele ficou muito feliz com a pergunta, e então deu-me luz verde para continuar nessa direcção.

Nunca mais voltei a vê-lo, apenas visito seu site.

Vítor Pomar




Vitor Pomar 13

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Vitor Pomar 12

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Vitor Pomar 1

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Vitor Pomar 2

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Vitor Pomar 3

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Vitor Pomar 4

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Vitor Pomar 5

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Vitor Pomar 6

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Vitor Pomar 7

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Vitor Pomar 8

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Vitor Pomar 9

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Vitor Pomar 10

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Vitor Pomar 11

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Nasceu em 1949, em Lisboa. Vive e trabalha em Assentiz, Rio Maior.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS (selecção)

2012
Centro Cultural da Guarda
Setembro/Outubro

“Os Atributos do Ar | The Attributes of Air”
Galeria Bloco 103 | Junho/Agosto | Lisboa/Lisbon

“Uma Pátria Assim… | Such a Homeland…”
EDP, Museu da Electricidade | Lisboa/Lisbon

2011
“Nada para fazer nem sítio aonde ir | Nothing to do nowhere to go”
CAM | Fundação Calouste Gulbenkian | Lisboa/Lisbon

2008
Só Acredito em Milagres | I Only Believe in Miracles
Centro Cultural de Cascais, Cascais (Portugal);
Texto de/Text by Delfim Sardo, «Há um abismo entre dois frames».

2007
Ilha do Tesouro 1977-2007 | Treasure Island 1977-2007
Galeria Antiks Design | Lisboa/Lisbon;
Curadoria de/Curated by M. Céu Baptista;
(Cat.) Texto de/Text by M. Céu Baptista, «Isto não é o que parece», “It is not what it looks like”.

2006
Nada de Especial,
Casa da Cultura de Rio Maior;
Texto VP: “Nada de Especial”.

Tirar Daí o Sentido,
Galeria A H, Viseu;
Textos de/Texts by M. Céu Baptista, «O que está aqui está algures», e/and Vítor Pomar, «A vida em queda livre»

Deitar as mãos à cabeça, pintura,
Galeria das Antas | Porto

2005
Álbum de Família | I love my photos 3
Galeria Municipal TREM | Faro

Micropráticas,
LISBOAPHOTO | Museu Nacional de Arte Antiga | Lisboa/Lisbon;
Comissário/Curator Sérgio Mah;
Texto de/Text by Nuno Faria, «Objectos do acaso de passagem como o vento».

2004
I love my photos, primeira parte 1990-1994
Galeria Neupergama | Índia, Sikkim, Butão, Nepal;
Textos de/Texts by Eglantina Monteiro; “I love my photos – Poema contemplativo” e/and Vítor Pomar .

New York City Blues | Fotografia 1982
Lagar de Azeite | Oeiras (Portugal);
Comissário/Curator Nuno Faria: “Passagens”.

Vítor Pomar
Fidelidade-Mundial Chiado 8, Arte Contemporânea | Lisboa/Lisbon;
Texto de/Text by Raquel Henriques da Silva, «A redenção pela pintura».

2003
Vítor Pomar | My Own Battlefield (O Meu Campo de Batalha)
Museu de Arte Contemporânea de Serralves | Porto.
(Cat., Museu de Arte Contemporânea de Serralves/Edições ASA). Vol. I – Textos de/Texts by: João Fernandes, «Vítor Pomar: notas sobre a constante interrogação do ser através da criação»/“Vítor Pomar: notes on the constant questioning of being through creatiioon”; Maria Filomena Molder, «Depósitos de pó e folha de ouro»/“Dust and gold leaf deposits”; Delfim Sardo, «Reconhecimento de campo»/“Reconnaissance”. Vol. II – Vítor Pomar, antologia de textos/Anthologie of texts.

Coincidência auspiciosa: Vítor Pomar 1965-2002 | Auspicious coincidence: Vítor Pomar 1965-2002
António Henriques – Galeria de Arte Contemporânea | Viseu;
Texto de/Text by Delfim Sardo, «Uma razão intuitiva»/“A rational intuition”. Contém uma brochura com entrevista realizada por Alexandre Melo no programa «Os dias da arte» (RDP1, 14 de Novembro de 2002).

2000
Vive la France | Vítor Pomar
Cooperativa Árvore, Porto;
Texto de/Text by Jorge Calado, «As coisas e as sombras».

Slow Motion: Vítor Pomar
Art Attack + Estgad | Caldas da Rainha;
Comissário/Curator Miguel Wandschneider;
Texto de/Text by Miguel Wandschneider.

1999
Vítor Pomar: Foro Íntimo
Câmara Municipal de Loulé.

1998
Vítor Pomar | Fotografia 1970/1974
CAM – Fundação Calouste Gulbenkian | Lisboa/Lisbon.

EXPOSIÇÕES COLECTIVAS

2012
Entre Espaços
22 artistas da colecção do CAM, Fundação Calouste Gulbenkian | Lisboa/Lisbon.

Presenças
Obras da Colecção de Arte da Fundação EDP | Museu Municipal Amadeu de Souza-Cardoso | Amarante.

2009
Serralves 2009, a Colecção, Museu de Arte Contemporânea de Serralves | Porto.

2007
Transfert. Obras do CAMJAP em Itinerância,
CAM – Fundação Calouste Gulbenkian | Palácio da Galeria/Museu Municipal de Tavira.

2006
Residências
Museu do Caramulo;
Vídeo: Sebastião e Ágata;
texto VP (comunicação): “Residir”.

2005
BESphoto
Centro Cultural de Belém, Lisboa/Lisbon;
Texto de/Text by Anabela Mota Ribeiro, «I love my world».

2002
Arte Contemporânea: Colecção Caixa Geral de Depósitos – Novas Aquisições, Culturgest | Lisboa/Lisbon.

Zoom 1986-2002: Colecção de Arte Contemporânea Portuguesa da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, Uma Selecção
Fundação de Serralves | Porto.

EDP.Arte: Prémio Desenho, Prémio Pintura
Sociedade Nacional de Belas-Artes | Lisboa/Lisbon.

Caravelas, Art et Littérature du Portugal Aujourd’hui,
Centre d’Art et d’Échanges Culturels de Pignans | França/France.

Na Paisagem: Colecção da Fundação de Serralves
Museu Almeida Moreira | Viseu.

2001
Autoportraits, œuvres sur papier de la collection du Centre d’Art Moderne José de Azeredo Perdigão de la Fondation Calouste Gulbenkian
Centre Culturel Calouste Gulbenkian, Paris | França/France.

1999
Auto-Retratos da Colecção
CAM – Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa/Lisbon.

Circa 1968,
Museu de Arte Contemporânea de Serralves | Porto.

Linhas de Sombra
CAM – Fundação Calouste Gulbenkian | Lisboa/Lisbon.

2002
Prémio de Pintura EDP Arte.


Além do mais, ouvem-se os passos dos animais que fomos antes de humanos, os passos das pedras e dos vegetais e das coisas que cada humano foi. E também o que antes escutámos, tudo isso se ouve na noite da selva. Ouve-se dentro de cada um, nas recordações do que cada um escutou ao longo da vida, bailes e pífaros e promessas e mentiras e medos e confissões e alaridos de guerra e gemidos de amor. Vozes agonizantes que fomos ou que apenas escutámos. Certas histórias, histórias da manhã. Porque tudo o que vamos escutar, tudo isso se ouve, antecipado, no meio da noite da selva, na selva que se ouve a meio da noite. A memória é mais, muito mais, sabes? A memória verídica conserva também o que está para acontecer. E até o que nunca chegará, também isso ela conserva. Imagina. Apenas imagina. Quem vai poder ouvir tudo, dizes-me? Quem vai poder ouvir tudo, duma só vez, e acreditar?…

in Cesar Calvo, “Las tres mitades de Ino Moxo”, www.rezistencia.org

(…) a arte tem condições que não se submetem a nenhuma visão que tenda a aniquilá-las (…)

Maria Filomena Molder, in Vítor Pomar, o meu campo de batalha

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